Nunca mais...

 
NUNCA MAIS...
 
Meu nome é Érika, tenho 26 anos, sou formada, mãe de dois meninos, iniciei meu empreendimento, e hoje gostaria de dividir algumas situações que me fizeram chegar até aqui.
Vamos lá.
Em 2013, participei de um processo seletivo para estagiar em uma empresa que sempre quis muito fazer parte. O processo durou alguns meses, e quando eu já estava quase desacreditando, me ligaram pra dizer sobre a minha aprovação. 
Fiquei super feliz e cheguei super motivada e disposta a trabalhar, e isso foi notório para quem me acompanhava. 
Tanto as líderes diretas, quanto a Gerência e Diretoria, sempre elogiaram muito meu desempenho e isso resultou na minha efetivação em menos de 4 meses de empresa.
Cada vez com mais responsabilidades, não hesitavam em me passar mais atividades, pois estava sempre disposta a assumir todas elas. 
Até que, no ano de 2014, descobri que estava grávida! De início fiquei bem assustada, ainda estava noiva, mas, tive o apoio da família, da minha mãe, e do meu (hoje) esposo, principalmente.
Estava bem apreensiva em dar a notícia pra equipe, pois já tinha relatos de que, "voltou de licença, é demitida". Mas, não tinha opção, e contei. 
Aparentemente, estava tudo bem, me deram os parabéns e tudo seguiu normal. 
Com o passar dos meses, as conversas sobre meu afastamento, a data de licença se aproximando, as coisas foram mudando de figura. E mudaram muito, muito rápido e drasticamente.
 

Situações começaram a acontecer e de forma contínua, como: chegar, dar bom dia e não ter nenhuma resposta; não ser chamada para os almoços de aniversário; tentar estabelecer um diálogo sobre alguma demanda da área e a pessoa simplesmente continuar olhando pro computador e se resumir em dizer "sim, não, aham"; e-mails de trabalho sendo completamente ignorados, mensagens no grupo do Whatsapp sem nenhuma resposta.

E pra mim, a pior de todas, quando meu filho nasceu, foi direto pra UTI e ficou internado por uma semana, meu primeiro filho, um turbilhão de emoções, o vi pela primeira vez cheio de aparelhos, não pude pegá-lo no colo, não pude amamentá-lo. E mesmo assim, não recebi, nunca, nenhuma mensagem. Nem de parabéns, nem de apoio pela situação que se encontrava, nada. Silêncio total, absoluto.
Foi muito difícil digerir isso, me dediquei aquela empresa, "vesti a camisa" literalmente, eram todas mulheres, algumas mães, a área? Recursos "Humanos". Mas que na prática, nem o mínimo de empatia e educação tive de retorno.
Enfim, era muito claro pra mim que, lá não era mais o meu lugar e assim o fiz. No dia do meu retorno, me chamaram numa sala, me entregaram a carta de demissão e disseram "acho que não era mais surpresa pra ninguém,né?!". E eu saí, pela mesma porta que entrei, um dia. 
Isso me marcou por um tempo, e fez eu me questionar sobre muitas coisas, e uma delas é que, não passaria por isso de novo. Sei do meu talento, do meu esforço e capacidade, e só eu posso valorizar isso. 
Hoje, tenho a Web Assistente, que tem me surpreendido cada dia mais, e torço e trabalho muito para que prospere e me encha de desafios.
Érika, é mãe de dois meninos e fundadora da Web Assistente. Resolveu usar suas habilidades em prol de seu próprio negócio, depois de enfrentar o preconceito em uma grande empresa.
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Érika Valença
Fundadora da Web Assistente

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